sexta-feira, 2 de maio de 2014

Um “doce” canalha - Parte XXVII – “Uma” canalha é pior que “um” canalha? Clara e Ernesto começam a se entender...


Clara e Ernesto se cumprimentam, ele está distante, frio e sério. Diferente daquele homem doce, gentil e generoso que sempre foi.
_ Ernesto, preciso me explicar.
_ Não precisa. Encontrar o Vitor aqui já explicou tudo.
_ Não. Amanhã cedo ele assina a rescisão e acaba qualquer vinculo comigo. Ontem, coloquei todas as coisas dele na mala e mandei embora. Não tem mais nada dele aqui. Dei dinheiro para  passar o fim de semana e evitar que arrumasse alguma desculpa para não assinar a rescisão. Consegui uma entrevista para ele na empresa do Augusto. Quero que ele fique bem e longe de mim.
_ Você continua ligada a ele. Dar dinheiro para ele permanecer aqui, será que não é uma desculpa para tê-lo por perto?
_ Não. Eu não quero mais estar com ele. Tenho certeza disso. Essa foi a última vez.  Deixa eu me refazer, reorganizar  os meus sentimentos. Pensei tanto em você, senti sua falta. Acredite quero muito estar com você. Só que por inteiro, não com essa dúvida,
_ Eu gosto muito de você. Não é simples para um homem, saber que a mulher que ele deseja está com outro. Pior ainda, é saber que esse outro é casado, traidor, mentiroso e manipulador.
_ Ernesto já disse que admiro sua generosidade. Vamos nos dar essa chance, só preciso de mais algum tempo. Quero estar com você e só com você.
_ Está bem. Vim decidido a me afastar de você. Só que ao te ver meu coração fala mais forte.
_ Fico feliz, muito feliz.
Eles se abraçam, Ernesto tenta beijá-la. Ela toca seus lábios com os dedos e diz que  precisa estar inteira porque esse momento será inesquecível. Clara conta tudo o que aconteceu para Ernesto, inclusive sobre a agressão, os pedidos de empréstimos, as traições. Ernesto fica atônito com tanto cinismo. Ela comenta sobre a fala de Saulo, quanto a veracidade das informações que ele apresenta no seu curriculum.
_ Clara não sei o que dizer. Como ele consegue encenar bem, enganar a todos.
_ Os diretores estavam reclamando do desempenho dele, eu consegui contornar uma ou duas vezes, só que percebi que tinha fundamento. E concordei com os demais diretores, eles propuseram que ele fosse transferido para um sucursal, mas por orgulho preferiu pedir demissão. Depois me responsabilizou pela situação.
_ Quer atribuir a responsabilidade pela  incompetência dele à você. Ele é vil, imoral, tem um desvio de caráter.
_ Ele vive um ciclo de mentiras, e acredita nelas, vive em função das mentiras. Como se fosse uma realidade paralela, cria situações falsas e vivencia aquele cenário criado. Ele é frio e não pensa no sofrimento que causa aos outros. Para manter aquele universo de mentira ele é capaz de qualquer coisa, o mais assustador é que ele não sofre, se sente confortável e de certa forma se realiza com essa “vida” paralela.
_ É uma doença, porque esse universo  passa a ser o modo de vida dele.
_ É isso mesmo. É um transtorno psíquico.
_ Isso pode ser mais uma tentativa de confundir as ações ilícitas e imorais dele. Que tem consciência dos erros que está cometendo, e continua porque está se beneficiando disso. Como você mesma disse ele é capaz de tudo para atingir seus objetivos.
_ Talvez seja mais fácil imaginar que ele tenha um transtorno, que seja uma doença, do que pura falta de caráter.
_ Compreensível, entendo que não deve ser fácil admitir que foi vitima desse... Dessa criatura abominável, como diz sua amiga Fedra.
_ Não fui vitima, me deixe enganar. Meu sexto sentido sempre me alertou para a falta de caráter e as mentiras que ele contava. Queria desvendar o mistério que existia atrás daquela figura. Paguei o preço.
_ O que motivou você?
_ Não sei. Agora não importa mais. Claro que vou trabalhar isso nas minhas sessões de terapia. Fique tranquilo.
Eles riem. Clara convida Ernesto para jantar. Ele aceita.
_ Vamos ao Valentim ou ao Italianíssimo?
_ Vamos para cozinha.
_ Vamos pedir alguma coisa, não é melhor?
_ Não. Deixei uma salada pronta, é só prepararmos uma massa e pronto.
_ Hum! Não resisto a uma massa.
_ Eu sei. Vou fazer uma coisa simples.
_ Com você ao meu lado, nada é simples.
_ Amanhã cedo caminhamos juntos?
_ Sim. Já estava sentindo falta das nossas caminhadas.
_ Eu também. E do café da manhã...
Eles jantam e depois Ernesto vai embora. Clara está feliz, vai para cama muito mais tranquila do que nas últimas noites. Até que seu telefone dá sinal de nova mensagem:
_ Boa noite, durma bem! Que nosso dia seja lindo! Que seja repleto de bons momentos. Vamos tomar café na nossa padaria predileta? Beijos.
Clara desliga o celular e vai dormir. Acorda cedo, se prepara para caminhar com Ernesto, que chega pontualmente. Eles caminham, Clara conta da mensagem e diz que é possível encontrarem com ele na portaria do condomínio.
_ Clara estou tranquilo, estamos juntos e fique calma.  Não vamos nos abalar com ele.
_ Está certo.
Eles caminham e voltam para casa, tomam café juntos e quando estão finalizando o telefone dela toca, é da portaria avisando que o Vitor está lá e fazendo escândalo porque quer entrar.  Clara é firme e diz que se necessário eles devem chamar a policia e não mais ligar para ela.
Ernesto decide aguardar para levá-la a empresa. Ela toma seu banho e se veste num lindo terno branco, com o colar que ganhou de Saulo. Ernesto, se encanta e elogia a beleza de Clara. Eles seguem no carro dele. Vitor está na portaria e desfere palavras de baixíssimo calão. Ernesto segue sem dar atenção a Vitor.
_ Vou deixá-la na empresa, depois almoçamos juntos e se necessário te trago para empresa novamente a tarde. Não quero que se arrisque, ele está descontrolado.
_ Vou aceitar. Ele vem para rescisão agora cedo. Vou tentar conversar com ele, passar as informações sobre a empresa do Augusto, quem sabe ele percebe que não tem mais nenhuma possibilidade de volta, e aceita seguir por outro caminho.
_ Se ele tem esse transtorno psíquico é possível, agora se usa disso para ser desonesto e canalha, não vai aceitar.
_ Tem razão. Vamos ver, vou te participando dos acontecimentos.
_ Estou aqui para o que precisar. Fique tranquila. Vou te proteger sempre.
_ Tenho certeza. Você é um homem raro.
 Eles se despedem. Clara segue para sua sala e se depara com Vitor no corredor. Ele segura no braço dela com agressividade. João Pedro está vindo  e a defende.
_ Fica fora disso. O que você faz aqui? Não tinha ido para sei lá onde trabalhar, voltou?
_ Não te interessa. Deixa a Clara em paz.
_ Agora você também vai defender a Clarinha?
_ Sempre. Defenderia de qualquer um. De você mais ainda, nunca gostei de você, da sua arrogância e prepotência. Se tivesse competência, seria até aceitável, só que é sofrível.
_ Olha o que está falando.
_ João Pedro, não entra nessa discussão. Vitor vai para o departamento RH que nos encontramos lá.
Clara agradece João e eles seguem para sala dela. Mariah está aguardando, preocupada com o encontro dela com Vitor.
_ Clara que bom que chegou. O Vitor veio aqui, está transtornado.
_ Já sei. Encontrei com ele.
_ Está bem?
_ Graças ao João Pedro, sim.
_ Ele é um covarde.
_ Tem razão. Não sabia que se conheciam...
_ Tive a infelicidade de trabalhar por um ano com ele, na mesma empresa, não juntos. Ele é incompetente, e sempre responsabiliza alguém pelos seus erros.
_ Sei como é. Você sabe que está substituindo ele?
_ Sei.
_ Fique atento. Acredito que ele não saiba. Agora, na rescisão pode ser que alguém fale, ele tem uma ou duas informantes aqui, inclusive a secretária, que por mim será demitida. O outro assessor, precisamos avaliar, se ele não entender que precisa ser profissional e manter sigilo, será demitido. Não quero arriscar ter pessoas que levem informações para ele.
_ A secretária eu conversei, e sinceramente, achei péssima. Não sabe nem se colocar.
_ Mariah, pede que preparem a demissão da secretária do Vitor, para hoje mesmo.
_ Ainda bem, ela é horrível, não tem bom senso, é falastrona.
_ Devia ter me falado antes. Ele estava com ela no corredor agora.
_ Ele já sabe que você assumiu o cargo que era dele, prepare-se João.
_ Vamos enfrentar o lobo-mau...
Eles seguem para reunião. Vitor está aguardando por eles. Clara o chama e diz que faz questão de ser reembolsada pelo valor que adiantou no fim de semana. Ele ri e diz:
_ Não vou pagar nada, porque você me deve muito mais, já que usou meus conhecimentos na empresa e me fez acreditar que teria chances de crescer.  Por sua  causa gastei dinheiro em viagens, restaurantes caros, presentes, tudo em vão.
Clara olha para Vitor e diz:
_ Tenho muita pena.
Eles finalizam a rescisão e Clara sai da sala. Vitor a segue.
_ Pensa que conseguiu o que queria? Está enganada. Acha que esse João vai me substituir aqui? Vou acabar com vocês dois.
_ Vitor estou cansada das suas ameaças, falácias e simulações. Quero saber se vai encontrar comigo na quarta-feira para reunião com Augusto?
_ Vou. Tenho que trabalhar, porque sou arrimo de família. Não tenho ninguém para me bancar.
_ Trabalhar enobrece. Até alguém como você...
_ Que horas será a reunião?
_ Vou verificar e mando mensagem te comunicando.
Clara liga para Augusto e eles combinam que a reunião será as 14:00hs, no escritório dele. Manda mensagem avisando Vitor. Que responde, dizendo que é pouco, que ela precisa fazer muito mais para compensá-lo pelo tempo que perdeu. Ela segue para reunião com João Pedro, ao chegar à sala vê que João está com uma bolsa de gelo no rosto.
_ O que aconteceu?
_ O Vitor me acertou.
_ Aqui dentro da empresa?
_ Sim.
_ Temos que fazer um boletim de ocorrência.
_ Não. Deixa para lá. Não compensa, é exposição para todos.
_ Tem razão. Vamos deixar para tarde nossa reunião. Você quer que te leve ao hospital?
_ Não precisa. A Mariah já me ajudou.
_ A Mariah? Hum! Estou entendendo...
Eles riem, quando a Mariah entra, eles olham para ela que não entende nada.
_ O que foi? Fiz algo errado?
_ Não. Você está certíssima. Continua nesse caminho.
_ Do que está falando.
_ O João Pedro vai te contar. Fui
_ Clara, vocês tem uma reunião agora, esqueceu?
_ Não esqueci, só que o João está precisando de cuidados. E nossa reunião pode ser a tarde, não pode?
_ Pode, sua agenda está tranquila.
_ Viu que deixei a pasta na minha sala, os documentos estão assinados, tem algumas questões que enviei para seu e-mail. À tarde você me posiciona. Lembrando que tenho viagem na quarta e quinta-feira. Precisa definir se alguém deve me acompanhar.
_ O Márcio quer te acompanhar nas reuniões de quarta. Ele sugeriu que  o João Pedro estivesse com vocês para se familiarizar com os projetos.
_ Tudo bem, eu concordo. Só que o Márcio vai na quarta e João Pedro na quinta-feira. Pode ser?
_ Eu concordo.
_ João Pedro, nos falamos à tarde. Bom almoço para vocês. E cuida dele.
_ Clara, que almoço.
_ Você não vai deixá-lo almoçar sozinho, não pode dirigir desse jeito, não é?
_ É verdade.
Clara sai sorrindo. Liga para Ernesto e o aguarda em sua sala. Pensa na atitude de Vitor, que é mais uma prova do desequilíbrio dele. Ernesto chega. Eles seguem para o almoço. Quando chegam ao restaurante se deparam com Vitor que almoça com Fúlvia. Clara passa e faz de conta que não o viu. Ele indelicadamente, a chama.
_ Clara, que coincidência.
_ Olá!
_ Sentem-se com a gente.
_ Obrigada! Temos uma mesa reservada.
_ Ah! Esqueci que o “doutor” tem privilégios.
_ Não vou nem comentar. Aproveite seu almoço.
_ Só mais uma coisa. Ernesto você sabia que vou trabalhar na empresa do Augusto, a pedido da Clara?
_ A Clara, por ser uma pessoa boníssima está sugerindo o seu nome. Eu a admiro por isso.
_ Ela quer me manter por perto.
_ Vitor, não seja vulgar. Eu não quero nada de você, ou com você.
_ Vamos, querida.
Clara segue para mesa com Ernesto.
_ Ele se esforça para ser desagradável.
_ Ernesto não vamos nos incomodar com os despautérios do Vitor.
_ Tem razão.
Clara conta para Ernesto o que ocorreu na empresa. Ele se preocupa. Ela diz que vai procurar não sair sozinha, que viajará na quarta e quinta-feira para São Paulo. Ele diz que infelizmente não poderá acompanhá-la desta vez. Clara diz que está com agenda cheia, que Marcio a acompanhará na quarta-feira e que João Pedro estará lá no dia seguinte. Depois do almoço, Clara fica na empresa e combina que Ernesto a levará para casa, no fim da tarde. Os dois estão próximos, existe uma cumplicidade entre eles, só falta Clara deixar que o romance aconteça.
Na empresa ela se reúne com João Pedro, tratam do projeto que será financiado por Saulo, falam da reunião de sábado, deixando Márcio um pouco inseguro e incomodado. Clara percebe e ao final da reunião, o chama.
_ Marcio, percebi seu descontentamento, quando comentamos que nos reunimos no sábado. Fica tranquilo, o que discutimos dizia respeito aos reajustes técnicos, nada de mudanças nos custos do projeto. Se houvesse necessidade de alterações na sua área, teria sido convidado.
_ Tenho que ser sincero, me senti incomodado.
_ Não tem razão para isso. Você sempre foi uma pessoa da minha total confiança, sabe disso.
_ Sei. Achei que com a saída do Vitor poderíamos ficar mais próximos.
_ Não entendi. A saída do Vitor não interfere em nada, nunca interferiu na nossa relação, estou errada?
_ Não. Desculpa!
Clara fica sem entender. Depois de despachar com Mariah, Ernesto chega para buscá-la, eles passam na padaria tomam café e vão para casa dela. Clara chega e vai cuidar de suas plantas, ele a acompanha. Acabam decidindo jantar juntos. Ela pede que ele fique com ela, e que depois passariam na casa dele para que ele se banhasse.
_ Está com receio de ficar sozinha?
_ Estou apreensiva.
_ Fica em casa hoje.
_ Pensei que você pudesse ficar aqui. No quarto de hospedes.
_ Eu sei. Está bem, fico aqui.
_ Vamos para minha casa, jantamos lá. Peço para prepararem alguma coisa e depois voltamos para cá, o que me diz?
_ Perfeito.
Clara vai para o banho e se veste para Ernesto, que se encanta, ao perceber  que ela se vestiu para ele. Vão para casa dele, que retribui se colocando elegante e com o perfume que ela gosta. Os dois jantam e decidem voltar para casa para assistirem um filme. Na chegada, encontram Vitor. Ernesto não pára. Clara fala para Ernesto que se sente muito mais segura com a presença dele.
Vitor manda mensagens:
_ Não vai ser bom para você, esse modelo não me agrada.
_ Vou ficar esperando esse cara sair, quero ficar aqui com você.
Ernesto lê as mensagens. Clara não responde, desliga o celular. Eles assistem ao filme e vão dormir. Ela prepara o quarto de hospedes para ele. Eles se abraçam e cada um segue para seu quarto.
Na manhã seguinte saem para caminhar, tomam café juntos. Clara vai para empresa no seu carro, porque almoçará com Fedra. Ernesto a acompanha no seu carro, e vê que Vitor está na porta da empresa. Ele atravessa o carro na frente de Clara, que se assusta e freia bruscamente. Ernesto desce e vai tirar satisfações com Vitor. Clara pede que ele não se envolva com uma pessoa desprezível como aquela.
Eles entram. Vitor vai embora.  Clara passa a manhã na empresa. Depois vai almoçar com Fedra. Ernesto está o tempo todo atento aos movimentos dela, receoso com as atitudes de Vitor. O almoço com Fedra é divertido. Elas falam sobre a festa, sobre as loucuras de Vitor e, principalmente, sobre o romance de Fedra e Mesquita.
_ Estou muito feliz. Agora tive meu primeiro contato com a “ex-problema”, e não foi nada agradável
_ “Ex-problema” é um problema.
Elas riem. Fedra conta sobre a experiência com a ex-mulher de Mesquita e sobre o romance deles.
_ Nos entendemos muito bem. Como se nos conhecêssemos desde sempre.
_ Torço muito por você, merece ser feliz, encontrar alguém especial. Pelo que o Ernesto me falou ele é muito especial.
_É muito especial sim. Estou feliz e apaixonada.
_ Que ótimo. Quero me sentir assim.
_ Espero que tenha terminado com aquele crápula.
_ Já. Sabe que ontem encontrei com ele e a Fúlvia. O cínico nos convidou para sentarmos com eles, acredita?
_ Acredito.
_ Ele é um biltre.
_ O importante é que se livre dele.
_ Na quarta vou conversar com o Augusto sobre ele.
_ Você vai ajudar aquele infeliz arrumar outro emprego?
_ Vou. Assim fico em paz. Hoje demitimos a secretária dele, que ficava levando informações.
_ Devia mandar aquele assessor também.
_ Vamos analisar, se ele não responder positivamente ao novo chefe, será demitido.
_ E o João Pedro?
_ Está se saindo muito bem. É um excelente profissional. Amiga preciso ir, tenho que passar na empresa e vou viajar hoje à noite.
_ Vai com o Ernesto?
_ Infelizmente, ele não pode. Vou com o Márcio.
_ Me deixa em casa.
_ Deixo.
Clara vai para empresa, despacha com Mariah. Combina com Márcio o horário da ida para São Paulo. Volta para casa, toma um  chá, prepara as malas, olha seus e-mails e quando está indo para o banho. Ernesto aparece de surpresa.
_ Tudo bem?
_ Sim. A tarde foi tranquila. Nenhum sinal do Vitor
_ Que bom. Fico muito feliz.
_ Estou feliz que você tenha vindo me ver.
_ Vim te dar um beijo. Beijo no rosto. Sexta-feira  irei para São Paulo.
_ Que pena, eu volto na quinta.
_ Passamos o fim de semana juntos?
_ Estou querendo cuidar de algumas coisas aqui em casa. Podemos combinar de almoçar.
_ Tinha pensado em convidar, Fedra e Mesquita, para irmos à casa de campo, com esse frio é muito agradável.
_ Já me convenceu. Iremos para casa de campo.
Eles se despedem. Clara vai para o banho e se prepara para viagem. O telefone toca é Vitor. Ela não atende. Ele manda uma mensagem:
_ Estou na sua portaria. Vamos juntos para São Paulo

Clara não responde. Márcio chega. Clara pergunta se ele viu Vitor na portaria, ele diz que não. Eles seguem viagem.