sexta-feira, 11 de abril de 2014

Um “doce” canalha – Parte VII - “Uma” canalha é pior que “um” canalha? – Situações desconcertantes...

No dia seguinte Vitor manda mensagens para Clara logo cedo.
_ Morena, você mexe com todos meus sentidos! Um beijão
_ Estou indo ao encontro desse olhar de esmeralda
_ Bom dia flor do dia
_ Que estranho acordar e não ter você para o Breakfast
_ Saudades! Posso ligar?
_ Um bom dia para a flor mais perfumada e gostosinha que já existiu, Você
_ Daqui a pouco estou ai para te dar um beijinho de bom dia
Clara vê as mensagens e decide não responder. Ela vai tomar banho, sai para fazer sua caminhada, e propositalmente deixa os celulares em casa. Quando volta, Vitor está na porta de sua casa, aguardando-a. Ele chega todo carinhoso, pede desculpas pela cena de ciúmes. E diz:
_ Você me tira do sério, me enlouquece. Nunca fui ciumento, mas você é minha, e só minha. Irrita-me saber que está com outra pessoa, mesmo que seja só  pra jantar. Agora tomar vinho com outro é inaceitável.
_ Vitor entenda uma coisa, não sou você. Tenho meus amigos e não vou deixar de jantar, tomar um vinho, sair para dar uma volta com um amigo porque você não gosta, estamos entendidos. Além disso, você não está numa posição que possa me cobrar nada.
_ Você que não entende. Estou aqui  o tempo todo, passo mais tempo com você do que com qualquer outra pessoa, sabe disso. Adoro você. Clara, você é a melhor coisa que aconteceu na minha vida, te falo isso e você não me leva a sério.
_ Preciso tomar café, estou cansada e tenho muitas coisas pra fazer.
Vitor convida Clara para tomarem café na padaria. Ela toma banho e vão para o café. Lá encontram uma conhecida de Clara. Gisela é uma mulher mais velha, que gosta de usar um estilo mais despojado e sensual. Logo que ela chega Vitor começa a fazer seus comentários sobre Gisela, sendo deselegante.
Clara demonstra sua irritação, Vitor se faz de desentendido e continua com suas “gracinhas”. Quando saem da padaria, Clara fala sobre o quanto foi inconveniente e desagradável a postura dele. Que ri e fala que ela é muito ciumenta.
No mesmo dia, eles viajam e passam na casa do primo de Vitor. Um homem simples, extremamente grosseiro e que usa uma linguagem vulgar. Clara fica sem graça com o jeito do primo de Vitor. Ela se preocupa com a situação, Vitor a tranquiliza, dizendo que eles são parceiros e ele jamais contaria alguma coisa.
Durante a viagem, Fedra liga para Clara e a convida para um evento. Vitor fica muito incomodado.
_ Entrei na sua página e vi uma postagem da sua amiga Fedra, me lembrei da sua fala: 
_ Ela é minha amiga. Você vai passar e ela estará sempre por perto, não me peça pra ser diferente. Fiquei com muita raiva disso, comenta Vitor.
_ Pode ter certeza que será assim, você vai passar e ela continuará sendo minha amiga. Eu vou ao evento com ela.
_ Não começa, não quero brigar com você. Fala Vitor num tom agressivo.
_ Veja como fala comigo. Lembre-se que você está falando comigo e não com qualquer outra pessoa.
Eles seguem para uma reunião de trabalho, num clima nada amistoso. Um dos participantes da reunião tenta seduzir Clara, que não percebe as investidas. Vitor que está sempre atento, ou talvez, por usar o mesmo método, começa a ficar irritado. Saulo é um homem interessante, maduro e demonstra que Clara o interessou. Saulo ao se despedir, acaricia as costas de Clara após abraçá-la, Vitor olha para Clara repreendendo-a com olhar.
Na saída, Clara e Saulo saem para almoçar com Samuel. Vitor não consegue esconder sua irritação e comenta sobre as atitudes de Saulo e cobra de Clara uma postura mais indiferente. Clara, olha para Vitor e fica desconcertada, já que Samuel não sabe do envolvimento dos dois.
A viagem de volta é tensa. Vitor cobra de Clara uma fidelidade que ele não pode dar... Ela percebe que está cada vez mais envolvida e que também sente ciúmes dele, principalmente, quando o telefone toca insistentemente e ele não atende. Ou quando ele atende e diz que “está complicado” falar naquele momento. Ela tem certeza que ele está falando com outra...