quarta-feira, 30 de abril de 2014

Um “doce” canalha - Parte XXV – “Uma” canalha é pior que “um” canalha? O aniversário de Clara


Ernesto chega para jantar com Clara, leva uma caixa de bombons de chocolate que ela adora. Ele sempre a surpreende com um mimo, deixando-a encantada. Mostra para Clara, os  ingredientes para preparar uma massa ao molho pesto e uma salada de mussarela de búfala com tomate cereja.
_ O cardápio que escolhi é para te encantar e agradar seu paladar. Tudo regado a um bom vinho. Hoje trouxe aquele vinho italiano que você me confidenciou que adora.
_ Nossa! Adoro mesmo. Adorei tudo, principalmente você e sua generosidade.
_ Quero vê-la feliz!
_ Tem me deixado muito feliz. É sempre agradável estar ao seu lado.
_ Clara, não me deixa esperando muito tempo...
_ Vamos para cozinha?
_ Vamos.
Os dois abrem o vinho, preparam o jantar juntos, se divertem. Clara relembra quantas vezes preparou pratos com Vitor, e quantas vezes trocaram carícias e se beijaram ardentemente, entre o preparo de um prato e uma taça de vinho. Ernesto está admirando Clara, percebe que está ausente, que seu pensamento está distante. Ela continua com suas lembranças, se vê com Vitor preparando o risotto que ele gostava, que  preparava com maestria, para agradá-lo. E quanto carinho, beijos e abraços, eles trocavam naquela cozinha. O sinal de mensagem traz Clara para o mundo real. Ela percebe que Ernesto está olhando fixamente para ela, que fica envergonhada. Dá um sorriso, sem graça e olha o celular.
_ Tenha uma ótima noite de sono. Durma bem.
_ Quero vê-la feliz. Adoro você demais. Durma tranquila... Fique com Deus. Até amanhã.  Só não quero te ver triste. Eu vou cuidar de você. Vitor
Ela lê e fica ainda mais pensativa. Ernesto pergunta o que houve.
_ Nada!
_ Clara acho que vou embora.
_ Não. Era o Vitor.
_ Tinha certeza.
_ Desculpa, não consigo mudar tudo de um dia para o outro.
_ Minha querida, não é de um dia para o outro, e sabe disso.
_ Ernesto, você é o homem que qualquer mulher deseja ter ao seu lado. Só que não consigo esquecer. Tenho me encantado por você, mexe comigo. Isso tem me deixado em conflito, sinto-me atraída por você. Não estou falando de atração física, somente. Tudo em você me atrai, seu olhar até os eu jeito de andar.
_ Fico feliz. Estou tentando ser paciente e generoso como você disse. Só que é difícil vê-la sofrendo por outra pessoa, ainda mais por um canalha como o Vitor.
_ Admiro seu desapego, porque não suportaria tanto.
_ Me dá uma chance de mostrar que uma relação pode ser prazerosa, generosa, doce, leve e muito feliz.
_ Quero me dar essa chance, só que precisa ser no momento certo. Porque quero que dure muito ou que seja para sempre.
_ Eu também. Quero que seja para sempre.
_ Vamos jantar?
_ Vamos.
_ Gostou da seleção musical que fiz para você?
_ Sabe que gosto de jazz, está perfeita.
_ Está vendo, estou aprendendo a te agradar.
_ Você me agrada de qualquer jeito.
Os dois jantam, tomam vinho e assistem a um filme. Eles quase se beijam, mas Clara resiste. Já é tarde quando Ernesto diz que está preparando uma noite inesquecível para Clara, deixando-a empolgada e com grande expectativa. Ele vai embora. Clara vai para cama, pensando em Ernesto, até seu telefone tocar.
_ Minha morena linda, quero ir para sua casa amanhã cedo, ficar quietinho  e quentinho com você. Recebe-me com amor, com aquele seu jeito doce, carinhoso que me tira do eixo. Quero você.
Clara tem vontade de ligar e de dizer que sim, mas ela resiste mais uma vez. Desliga o celular e vai dormir, quer estar bem para aproveitar seu aniversário. Consegue dormir.  Acorda muito bem disposta, sai para caminhar com Ernesto, que já chega com uma cesta de café da manhã, flores e atenção total. Eles caminham  e aproveitam o café. Clara segue para empresa. No caminho recebe as ligações de Fedra e Rúbia.
_ Parabéns! Muita alegria, saúde, dinheiro e amor na sua vida. E que o Ernesto seja seu presente de hoje.
_ Fedra, obrigada! Você é uma figura.
_ Estou animadíssima com nossa festa de hoje.
_ Festa? Que festa? É um jantar para os amigos, não quero que seja nada mais que isso.
_ Festa é modo de dizer, relaxa.
_ Espero mesmo. Não estou com espírito para festa.
_ Aproveita bem o seu dia.
_  Já estou aproveitando, já caminhei com o Ernesto, tomamos café juntos, ele levou uma linda cesta de café da manhã e lindas flores, minha casa está muito florida. Ganho flores dele quase que diariamente.
_ Que mulher que não gosta de ganhar flores?
_ Eu adoro. E ele escolhe flores lindas, que me encantam. O Ernesto me atrai e mexe muito comigo, só que preciso me sentir livre do Vitor para abrir espaço para outra estória.
_ E ele?
_ Mandou mensagens, dizendo que me adora, pedindo para ser recebido em casa, enfim...
_ E você?
_ Pensei em ligar, senti muita vontade de estar com ele, só que lembrei do  que fez, desliguei o telefone e fui dormir. Hoje não vi se tem mensagens dele. O que me preocupa é que ele disse que está vindo para cá, quer passar o dia comigo, isso me preocupa.
_ E se ele vier, você vai deixar o Ernesto com tudo arrumado e ficar com esse cafajeste?
_ Não. Jamais faria isso comigo,  com o Ernesto e com os meus amigos.
_ Acho bom mesmo, porque seria imperdoável.
_ Vamos falar de coisas agradáveis?
_ Vamos. O Mesquita me pediu ajuda para comprar seu presente, afinal é a “amiga” do sócio e chefe dele.
_ Não precisa de presentes. Por falar nisso, sabe quem vai voltar?
_ Quem?
_ O João Pedro, vai substituir o Vitor na empresa. Vou convidá-lo para a comemoração de hoje. Preciso até ligar para o Ernesto, avisando.
_ Será que ele continua gato?
_ Vou saber a tarde, teremos uma reunião.
_ Me avisa.
_ Não.
_ Por quê?
_ Porque você está muito bem com o Mesquita.
_ É verdade. Não me avisa.
_ Depois eu que preciso de juízo.
_ Tem razão.
_ A Rúbia está na segunda linha, beijos.
_ Oi.
_ Não me atende.
_ Estava com a Fedra.
_ Felicidades, minha querida. Tudo de melhor para você. E que esse ano, seja especial, que seja muito feliz com o Ernesto.
_ Obrigada! Quero muito isso.
_ E aquele canalha?
_ Ligou com a mesma conversa de sempre. Como se nada tivesse acontecido.
_ E?
_ Confesso que senti vontade de ligar, ouvir a voz dele, só que fui dormir.
_ Ainda bem.
_ E hoje o dia é de alegria.
_ E o Ernesto?
_ Encantador, caminhamos, tomamos café juntos. Ele está tão animado que me deixou empolgada com a comemoração de hoje.
_ E você já escolheu o modelito de hoje?
_ Não. Ah! É só um jantar entre amigos.
_ Nem pensar. Almoçamos juntas e vamos as compras, você vai comprar um modelito novo, sexy e maravilhoso para hoje. E vai ao salão, também.
_ Não tenho tempo, tenho reuniões agora cedo e a tarde.
_ Deixa que resolvo isso para você.
_ Não. Vou cumprir com a minha agenda.
_ Vai mesmo. Te pego na hora do almoço.
_ Nos encontramos...
_ Não. Te pego. Beijos
_ Beijos
Clara chega a empresa. O telefone toca, é Vitor. Ela não atende. Toca novamente, ela atende.
_ O que quer?
_ Você.
_ Tchau!
_ Olha para trás.
Clara olha e vê Vitor, com um lindo buque de dúzias  de gérberas.
_ Para você minha linda.
_ Vitor, melhor você ir embora daqui. Não quero que nos vejam juntos na empresa.
_ Você me quer e sabe disso.
_ Eu quero paz, e isso você só me tira e não me dá.
_ Vem aqui. Me beija. Larga tudo e foge comigo.
_ Pode esquecer, tenho muitos compromissos.
_ Fica com as flores, por favor.
Clara pega as flores das mãos de Vitor. Ele a segura e a beija, ela começa se entregar, mas resiste e se afasta dele.
_ Acabou, não quero mais você.
_ Quer e esse beijo é uma prova disso.
_ Não quero, já estou com outra pessoa.
_ Pára, não me deixa maluco. Depois eu perco a cabeça de novo.
_ E me agride? Faça isso e te coloco na cadeia. Lei Maria da Penha.
_ Você não é capaz, se fizesse isso, iria lá me visitar semanalmente.
_ Que patético.  Acha que é muito importante, interessante, você  é ridículo.
_ Tanto que você não me deixa, não me esquece. Me quer, me deseja...
_ Você vai o ver o quanto.
_ Sei, vai dizer que está com aquele velhote do Ernesto? Ou será que é o tal Mendes?
_ Não te interessa. Qualquer um  é melhor do que você.
_ Vai se arrepender. Vim para ficar com você, para cuidar de você, fazer o seu dia feliz. Vai ficar me maltratando, vou embora. E seu dia vai ficar vazio.
_ Está enganado. Vai embora.
Vitor sai, Clara pega as flores e entrega para Mariah.
_ Joga fora, dá para alguém, faz o que quiser. Só não deixa perto de mim.
_ Está bem. O Doutor Saulo ligou, perguntando da reunião de amanhã e do seu aniversário.
_ Você confirmou a reunião?
_ Sim.  E convidei-o para a comemoração de hoje a tarde, tudo bem?
_ Já convidou... Desculpa! Está tudo bem, ele será muito bem vindo.
_ Que bom! Tem uma reunião com o Márcio agora. E depois só a reunião com o João Pedro.
_ Como assim? Tinha outras reuniões.
_ É que...
_ A Rúbia te ligou e você tentou desmarcar todas, acertei?
_ Sim. Hoje é seu aniversário, tem que ser o seu dia.
_ Vocês são irresponsáveis. Não gosto de deixar minha agenda, sabe disso. Que não se repita.
_ Tudo bem, me desculpa.
Clara segue para reunião com Márcio. Ao entrar em sua sala, se depara com inúmeros arranjos de flores.
_ Nossa! O que houve aqui?
_ Achei que estavam montando uma floricultura na sua sala.
_ Márcio.
_ Na verdade esse pequeno arranjo é meu presente.
_ Obrigada! Que lindo!
_ Singelo, diante desses outros.
_ Vamos ver... Começando por esse: Saulo, temos reunião com ele amanhã.
_ Lembre de agradecê-lo é o mais volumoso.
_ Ele vem para comemoração aqui na empresa hoje, o que vai ser bom porque já apresentamos o João Pedro.
_ Sim. E esse?
_  Zé Henrique, estou devendo um jantar para esse meu amigo carinhoso.
_ Vamos ver esse... Fedra e Mesquita, gente eles já estão assinando juntos.
_ Que bom, fico feliz a Fedra é uma grande pessoa.
_ Eu também. Rúbia, Mendes, Mariah, Samuel... Flores de todos os amigos, lindos. Vamos para reunião, porque terei que agradecer todos os presentes.
_ A reunião é só para falarmos sobre o João Pedro, o projeto que ele irá defender, se você quiser posso marcar com ele a noite e passar as informações sobre o projeto, prepará-lo para amanhã.
_ Perfeito, faça isso. Fico agradecida, porque eu deveria fazer essa preparação. Confio em você.
_ Fica tranquila e aproveita bem o seu dia.
_ Grata!
Clara chama Mariah.
_ Não tenho mais nada agora cedo?
_ Não. Sua próxima reunião é as 15:00hs com o João Pedro.   Depois  nossa comemoração e tchau...
_ Está bem, vou ligar para Rúbia e fazer umas comprinhas.
_ Vai sim e capricha.
_ Que coisa, todo mundo me falando isso. Tchau!
_ Tchau! Fica tranquila, qualquer coisa te ligo.
Clara liga para a Rúbia.
_ Como você orquestrou com a Mariah, estou livre.
_ Eu sei, o salão já está marcado. Estou no estacionamento te esperando.
_ Como assim?
_ Vocês estão misteriosas, o que está acontecendo?
_ Nada!
Clara e Rúbia vão para o salão, lá encontram Fedra.
_ Fedra? Comemoração no salão de beleza? Estamos velhas para isso, queridas.
Elas riem e Clara conta sobre Vitor.
_ Meninas, o Vitor estava na empresa quando cheguei e um buque com dúzias de gérberas,  lindíssimas.
_ Vai me dizer que recebeu as flores e fez as pazes com aquele ser?
_ Não. Fiquei com as flores.
_ Ficou?
_ Sim. Ele me beijou, mas fugi do beijo.
_ E ficou com as flores para lembrar dele?
_ Não, Fedra! Pedi para Mariah sumir com tudo aquilo.
_ Que bom!
_ Que alivio.
_ Ele está na cidade e vai ficar no meu pé.
_ E nós vamos te proteger.
_ Adorei. Posso saber o que faremos depois?
_ Vamos almoçar, as 15:00hs me comprometi com a Mariah que te deixo na empresa.
_ Pelo amor de Deus, seja responsável.
_ Serei.
Elas aproveitam a manhã no salão, depois seguem para a boutique predileta de Clara. Rúbia e Fedra sugerem um vestido lindo, preto, curto, maravilhoso.
_ É só um jantar, não preciso dessa produção toda. Estão exagerando.
_ Vou comprar esse para mim.
_ Rúbia é um vestido lindo, vocês estão pensando em mega produção para um jantar entre amigos?
_ Estamos, pensando que é o seu aniversário e que você merece mega produção.
_ Está bem, vou entrar no clima de vocês. Não vou questionar mais nada, querem tudo mega? Vamos para produção total. Vou levar esse, aquele scarpin azul cobalto.
_ Adorei. Está entrando no clima.
_ Quando não podemos lutar contra as loucuras das amigas, o mais fácil e indolor é enlouquecer junto.
_ Perfeito!
Elas terminam as compras e vão para o restaurante, almoçam.
_ Estou estranhando a ausência de ligação do..
_ Do canalha?
_ Do Ernesto, nem me deixa concluir a fala.
_ Ele está ocupadíssimo.
_ Para fazer um jantar para cinco pessoas? Ele fez isso outro dia e não ficou sumido.
_ Relaxa.
_ Está sentindo falta do Ernesto? Que bom sinal.
_ Não tinha pensado nisso.
_ Pois é...
_ Agora posso ir para minha casa, tomar um banho e ir para empresa?
_ Claro, madame. Eu te levarei para onde quiser.
_ Esqueci que estou sem carro, é quase um rapto.
Elas riem. Seguem para casa de Clara. Quando chegam na portaria vêem o carro de Vitor.
_ Não acredito.
_ Vamos ver se ele vai ter a cara de pau de falar alguma coisa.
_ Entra de uma vez, Rúbia.
_ Está bem!
Elas entram, Clara vai para o banho. Quando está se vestindo atende ao telefone.
_ Clara, me deixa entrar. Estou aqui desde cedo, esperando.
_ Por quê? Disse que meu dia estava cheio, não vou mudar nada para ficar com você.
_ Manda essas duas embora, diz que está com dor de cabeça e ficamos juntos.
_ Não.
Clara desliga. Acaba de se vestir e vai para empresa com as amigas. Ela segue para reunião com João Pedro e Márcio.
_ Boa tarde!
_ Clara.
_ João Pedro, tudo bem?
_ Tudo ótimo, feliz por estar aqui. Você está magnífica.
_ Obrigada! Vamos para reunião.
João Pedro é um profissional, indiscutivelmente, gabaritado para o cargo.  Eles acertam valores, projetos e conversam sobre os anos que ficaram sem se ver. No passado os dois quase tiveram um romance. Mariah avisa que todos os diretores estão aguardando na sala de reuniões. A festa está pronta, Mariah fez uma super festa. Quando Clara entra, todos cantam parabéns. Ela fica emocionada de ver todos os diretores e seus amigos: Fedra, Rúbia, Ernesto, Mesquita, Saulo e Samuel.
_ Que festa linda!  Mariah, obrigada!
_ Todos me ajudaram.
_ Saulo, obrigada por ter vindo.
_ Não perderia, você é uma bela mulher, e tenho uma grande admiração, sabe disso.
_ Agradeço.
_ Trouxe um presente, espero que goste.
Clara abre uma linda caixa e se depara com um lindo colar.
_ Saulo, é maravilhoso. Não posso aceitar um presente tão valioso.
_ Por favor, aceite. Vai me deixar muito feliz.
_ Saulo, se está me dando o colar com a intenção de... enfim...
_ Clara, te admiro e você me atrai, agora um colar não me dá direito nenhum, nem vantagem sobre ninguém. Você merece o presente.
_ Está bem, aceitarei o presente de um amigo.
_ Que seja.
Ernesto se aproxima.
_ Ernesto, que bom vê-lo, comentei com as meninas que você não tinha me ligado.
_ Sentiu falta de mim?
_ Muita.
_ Saulo, como vai?
_ Bem e você?
_ Bem.
_ Clara tenho que ir, nos encontramos na reunião de amanhã.
_ Falando nisso, deixa só te apresentar o substituto do Vitor.
_ Ah! É mesmo.
_ Sim. Amanhã te falo mais sobre o assunto. Este é João Pedro, nosso novo diretor.
_ João, bom vê-lo
_ Vocês se conhecem?
_ Sim. Você tem muita sorte. O João é um grande profissional. Posso te dizer que me animou muito.
_ Fico feliz.
Saulo se despede. Clara comemora com João Pedro, a coincidência, e eles combinam sobre a reunião do dia seguinte. Ernesto se aproxima, sente ciúmes de João Pedro.
_ Ernesto, deixa te apresentar o João Pedro, ele irá substituir o Vitor, ou melhor, ele é nosso novo diretor do departamento de projetos.
_ Muito prazer. Boa sorte!
_ Prazer. Obrigada!
Clara e Ernesto conversam. As meninas se aproximam dos dois e dizem que vão acompanhá-la até em casa.
_ Não preciso de uma equipe de segurança. Olha, vocês foram ótimas, agora preciso de um tempo para mim. Fiquem tranqüilas, estou bem.
_ Então, passamos para te pegar.
_ Não. Nos encontramos no horário combinado na casa do Ernesto, certo?
_ Está bem.
Eles se despedem. Clara vai para casa, ao chegar vê o carro de Vitor na portaria. Ela pára e conversa com ele. Não o deixa entrar. Ele começa a ligar insistentemente. Clara cede. Vitor chega e tenta beijá-la. Ela se esquiva.
_ Deixei você entrar, só que isso não significa que você está perdoado, que vai ficar aqui ou vai ficar comigo.
_ Me deixou entrar por que?
_ Porque sou uma idiota. Quer saber sai daqui.
Clara mandar Vitor embora. Ele sai rindo.
_  Você é louca.
Clara fica muito triste. Ernesto liga. Ele percebe que algo está errado.
_ Clara, o que aconteceu?
_ Percebi como estou sendo injusta comigo e com você.
_ Não entendi.
_ Vai entender quando eu chegar. Beijos
Clara liga para agradecer alguns amigos pelas flores e presentes. Depois se veste, fica linda no vestido escolhido. Coloca o colar que Saulo deu, mas decide trocar, não quer magoar Ernesto. Ela percebeu o desconforto dele.
Quando está pronta, liga para Fedra e pergunta se já chegou.
_ Já. Estamos aguardando você.
_ Todos estão ai?
_Sim.
Estou saindo de casa. Clara é seguida por Vitor, sem que ela perceba. Quando chega ao condomínio de Ernesto, percebe que ele está atrás dela, mesmo assim entra. Vitor  é barrado. Clara vê que está questionando os seguranças. Quando chega à porta da casa de Ernesto, vê que o jardim está todo escuro, tudo apagado. Ela se assusta, liga para Ernesto.
_ Oi, você chegou?
_ Sim, está tudo apagado. Aconteceu alguma coisa.
_ Uma queda de energia em parte da casa. Estou abrindo para você.
Quando Clara entra, as luzes se acendem. Todos os amigos, familiares e colegas de trabalham estão lá. Numa festa lindíssima.
_ Ernesto, que presente lindo você está me dando.
_ Tenho outro presente para você, minha querida.
_ Eu também tenho um presente para você....