sábado, 19 de abril de 2014

Um “doce” canalha - Parte XV – “Uma” canalha é pior que “um” canalha? – Depois da briga...


O fim de semana foi maravilhoso e Vitor não estava presente. Ernesto e os amigos deixaram os dias de Clara encantadores. No sábado, ela aproveitou para ir à feira, ao supermercado, ao salão, depois arrumou a casa, faz um novo arranjo de flores para sala, deixou o carro na revisão enquanto foi cuidar da pela. Depois tomou um café com seu amigo Samuel e voltou para casa. A tarde uma amiga a convidou para ir a um barzinho ouvir música, ela aceitou imediatamente. Durante todo o dia Vitor tinha mandado mensagens logo pela manhã, ela respondeu com um “bom dia” e só.
Depois do convite da amiga Rúbia, Zé Henrique ligou:
_ Oi Clarinha, tudo bem? Nosso jantar está confirmado?
_ Oi. Pra falar a verdade tinha esquecido, desculpa! Combinei de ir a um barzinho com uma amiga ouvir jazz, quer vir junto?
_ Vamos, vou adorar. Jantamos antes?
_ Pode ser, o que pretende preparar?
 _ O que você quer comer hoje?
_ Adoro você e sua disposição para cozinhar...
_ Chego daqui a pouco, tudo bem?
_ Sim. Vou tomar um  banho e deixar a mesa arrumada, só que você não me disse o que vai preparar?
_ Um delicioso Risotto de abobrinha com tomate seco, aquele que  você adora.
_ Hum! Espero ter um bom vinho para acompanhar.
_ Pode ser um português, posso levar um pra você.
_ Perfeito, você é um ótimo enólogo. Vou adorar todos esses mimos.
_ Ainda vou levar o violão e tocar pra você.
_ Uau! Uma noite perfeita.
_ Não, quase perfeita.
_ Por que?
_ Para ser perfeita, teríamos que ficar no seu tapetão com os almofadões e um bom filme, bem juntinhos.
_ Zé Henrique, você não desiste. Estou enrolada, vamos jantar e sair para dançar.
_ Fico feliz por estar com você. Já me alegro com isso.
_ Estou te esperando. Beijos
_ Beijos
Clara prepara a mesa do jantar, aproveita seu lindo arranjo de antúrios vermelhos sobre uma  toalha branca de linho, dois castiçais com velas brancas, tudo pronto. Ela vai para o banho, aproveitar para fazer uma esfoliação com açúcar e mel, pra deixar a pele lisa e ainda mais clara. Ela adora sentir a pele de seu corpo macia. Veste uma bela lingerie e um vestido preto de seda de mangas longas, porque a noite está fria, agora ela estava pronta para arrasar  na balada.  Zé Henrique chega e ao vê-la diz:
_ Você está linda, adoro você com os cabelos presos. Tem certeza que vamos para balada?
_ Você está lindo, também. Tenho sim... Você sabe como sou, estou enrolada e não seria capaz de trair, mesmo sendo uma estória fadada ao insucesso.
_ Ao fracasso, você quer dizer?
_ Não, ao insucesso.
Os dois riem e vão para cozinha. Clara avisa que será espectadora na preparação do jantar. Ele diz que já sabia disso. Ela nunca gostou de cozinhar e os anos que passaram juntos, era Zé Henrique quem cozinhava. Ele elogia o arranjo da mesa e lembra que comprou flores para Clara.
_ Clarinha deixei flores no carro, esqueci. Você pega pra mim?
_ Flores?
_ Sim, sabe que sempre trago flores para você. São orquídeas, as que você adora. E essa de chocolate tem um perfume delicioso. Vai deixar nosso jantar mais agradável.
Clara vai até o carro e se surpreende com o lindo arranjo de flores. Ela volta com aquele arranjo e coloca no canto da sala, agradece com um beijo no rosto de Zé Henrique. Ele termina aquele prato que é muito simples pra quem é um ás na cozinha, pega seu violão e toca uma música:
_ Combustível de Ana Carolina para Clara, diz ele. Eles conversam sobre tudo, entre os dois há afinidades e cumplicidade, além de uma amizade de longos anos.
O jantar fica pronto e eles degustam aquele maravilhoso prato preparado por Zé Henrique. Clara preparou um sorvete ao forno com frutas para sobremesa.
_ Tenho uma surpresa pra você. Aquele sorvete ao forno que aprendi a fazer, lembra?
_ Puxa! Surpresa mesmo. Depois do dia corrido que você teve, ainda me faz esse carinho, fico feliz e me sinto privilegiado.
_ Você merece, meu amigo.
_ O amigo, podia ficar fora da fala...
Eles riem e ela finaliza os detalhes do sorvete e coloca no forno. Os dois retiram a mesa e cuidam da louça, até nos afazeres domésticos eles matem a cumplicidade de antes. Tomam o sorvete e Zé Henrique pega o violão para tocar outra música para Clara. Quando ele começa a tocar o telefone de Clara vibra, era Vitor. Ela sem perceber atende  e deixa ligado. Zé Henrique toca uma música que Clara costuma ouvir com Vitor, do Natiruts “Quero ser feliz também”. Clara comenta que nunca gostou de reggae, mas essa música tem uma letra muito bonita. Zé comenta que não é fã também, mas que gosta de duas ou três, lembra de Pérola Negra, ela diz que ouve sempre, porque seu atual “amigo” tem o DVD e ele a “obriga” a ouvir. Os dois riem, Clara e Zé Henrique se divertem, com as brincadeiras e lembranças do passado recente que viveram. Quando eles vão sair, Clara percebe que o telefone está ligado.
_ Alô!
_ Animada sua noite, não é? Atendeu e me deixou ouvindo tudo de propósito?
_ Você estava ouvindo a minha conversa, é isso mesmo?
_ Você atendeu e me deixou esperando como um idiota. O que queria? E esse cara está tocando a nossa música pra você. Vai lá, vai pra sua noite...
_ Vou mesmo, a noite está empolgante e você não vai conseguir estragar tudo. Boa noite! Durma bem.
_ Me liga quando você chegar.
_ Não sei que horas vou chegar. Falo com você amanhã cedo.
_ Não. Quero que você me ligue quando chegar.
_ Estou saindo, até amanhã.
Zé Henrique já está aguardando Clara no carro. Ela retoca sua maquiagem, sempre muito delicada, e sai. Zé Henrique comenta sobre a noite que está linda e a lua iluminando a paisagem. Eles chegam ao barzinho e encontram Rúbia que comenta com Clara que ela está muito bem acompanhada.
_ Que gato, amiga!
_ Meu ex-namorado, um fofo, super amigo.
_ Você tem que apanhar, com um gato desse e você “enrolada” com aquele cara horroroso, eu não conheço, mas a postura dele é de cafajeste.
_ Estou revendo isso. Vamos aproveitar nossa noite, ouvir boa música, dançar e nos divertir, porque hoje é sábado.
Zé Henrique as chama para uma mesa, super bem localizada. Clara pergunta como conseguiu. Ele sorri e diz que é amigo do proprietário, foi  ligar e  pedir uma mesa bem localizada. Falei que  estaria com alguém muito especial. Clara sorri e faz um carinho no rosto de Zé Henrique. Os três aproveitam para curtir a noite, cantam, dançam, contam piadas e se divertem com os amigos que passam para cumprimentá-los. A noite termina com uma música  de Diana Krall, que faz Clara lembrar de Vitor. Zé Henrique a deixa em casa, na despedida ele dá um selinho em Clara que o repreende.
_ Nossa noite foi maravilhosa, adoro sua companhia. Não vamos estragar tudo isso...
_ Desculpa, não resisti.
Clara entra e vai para o banho. Antes de deitar coloca o celular para carregar e vê as inúmeras mensagens deixadas por Vitor, nos dois telefones e nas redes sociais. Ela pensa em ligar, mandar uma mensagem, mas desiste. Domingo ela dorme até tarde. Acorda e seu celular tem mais de 30 mensagens. Ela olha, ainda na cama, e vê que são do Zé Henrique, da Rúbia, do Ernesto, do Mendes e também do Vitor. Ela levanta, se prepara para o dia, toma seu banho e enquanto toma café, aquela xícara de café para acordar, ela vê as mensagens.
Primeiro de Rúbia.
_ Oi amiga, tudo bem? Adorei a noite, vamos repetir. Que gato seu ex-namorado. Espero que tenha aproveitado.
Clara, sorri e responde:
_ Ele é gato mesmo, curtimos muito ontem, só que somos apenas bons amigos. Beijos
Ernesto, Clara pensa o que será que ele quer no domingo pela manhã.
_ Bom dia! Pensei em almoçarmos juntos, o que me diz? Beijos
_ Vou pensar um pouco, vamos ver a mensagem de Mendes. Comenta Clara em voz alta.
_ Clara, bom dia! Devo estar na sua cidade amanhã, talvez possamos nos encontrar para um café ou almoçamos juntos.
Ela responde: _ Bom dia! Me liga quando estiver aqui. Minha agenda está cheia, viajo para São Paulo na terça, um café tenho certeza que conseguimos tomar. Beijos
_ Agora  as mensagens do Zé Henrique, que como sempre, são muitas mensagens, ela ri sozinha. Ele não muda mesmo...
_ Clarinha, bom dia! A noite foi agradabilíssima. Quando quiser vamos repetir, quem sabe da próxima vez você já está livre e terminamos a noite juntos.
_ Se quiser fazer alguma coisa hoje me liga. Estar com você é bom demais.
_ Saudades de você, sempre que te vejo sinto mais saudades...
Ela ri enquanto responde:  _ Zé foi tudo ótimo, como sempre. Hoje vou ficar em casa, talvez saia pra almoçar com um investidor, tem uma reunião política também que o Samuel me convidou. Fica para próxima. Adorei mesmo. Beijos
Agora chegou a vez do Vitor, diz Clara suspirando e imaginando que ele estaria ainda mais irritado.
_ Depois das 5 horas da manhã, decidi dormir. Pelo jeito a noite foi intensa. E já que não respondeu até agora é porque não acordou cedo, ou está bem acompanhada...
_ Você devia me respeitar, é mais prudente...
_ Não demora pra me ligar, vai por mim...
Lendo aquelas mensagens Clara decide aceitar o convite de Ernesto para almoçar.
_ Bom dia! Podemos almoçar, que horas e onde?
Clara respira e responde a mensagem de Vitor.
_ Bom dia! Minha noite foi especialmente gostosa. Sempre bom estar com amigos. Quanto as suas insinuações, vou ignorá-las será melhor pra você. Tenha um ótimo dia.
Clara aproveita para ir ao jardim, ela cultiva plantas e adora contemplá-las. É um momento de relaxamento. Ela deixa os celulares na sala do café. Meia hora depois, ela volta para degustar seu café da manhã completo, daí percebe que Vitor tinha ligado. Ela retorna e ele não atende.
Depois chega uma mensagem dele, dizendo que vai descer a tarde e irá direto para casa dela.  Clara responde que irá sair e que ele deve ligar antes de chegar. Clara recebe uma mensagem de Ernesto, confirmando o almoço e que passa para pegá-la as 13:00hs. Ela decide ver um filme depois do café. Está passando uma comédia, nada melhor para começar bem o domingo.
Depois do filme, ela vai tomar banho e se arrumar para o almoço com Ernesto. Ela veste uma bermuda de ceda e um blusa de meia manga, apesar do sol nos ambientes fechados está frio, afinal é junho, a temperatura está amena. Ela gosta do que vê, coloca acessórios que deixam o visual mais clássico. Ela sempre está vestida de forma elegante,  essa é uma marca da personalidade de Clara.
Ernesto chega e eles vão almoçar,  tudo transcorre bem. Eles conversam sobre trabalho e amenidades. Na sobremesa, Ernesto finalmente, fala sobre seu interesse por Clara.
_ Clara, você sabe que adoraria ter a oportunidade de conhecê-la melhor. Quero muito essa aproximação. Estou sozinho e procuro alguém que possa viajar, sair para jantar e, principalmente, me acompanhar nos eventos, você é a pessoa ideal. Não pense que esses aspectos são mais importantes do que o sentimento que tenho por você. Eu gosto de estar com você, sinto atração, desejo e sei que você é a mulher perfeita para mim.
_ Ernesto tenho que ser verdadeira com você. Estou num momento complicado, numa estória sem futuro, que preciso resolver primeiro. Você sabe que me atrai muito, admiro você como profissional e como homem. Acho você atraente, encantador e muito sedutor. Me dá um tempo para resolver esse “problema”, pode ser?
_ O tempo que você quiser. Só não demora, por favor.
Clara sorri. Os dois dão um passeio, andam pela cidade, por algumas lojas, tomam um café e ele a deixa em casa. Assim que Ernesto sai, Vitor chega. Clara o recebe educadamente, eles conversam por duas horas. Clara mantém sua decisão de dar um tempo. Vitor insiste, ela resiste.
Vitor dorme na casa de Clara, no quarto de hóspedes, durante a madrugada ele vai para cama de Clara, ele faz carinhos e a abraça... Eles fazem amor. Na manhã seguinte, Clara levanta mais cedo, Vitor sempre gostou de ficar na cama até mais tarde. Toma seu banho, prepara o café e se apronta para o trabalho. Avisa Vitor que está saindo e que a faxineira está lá.
Ele se assusta e pergunta o que está acontecendo, porque ela está agindo daquela forma. Clara responde que nada mudou, que eles apenas fizeram sexo. Vitor senta na cama, assustado.
_ Sexo? Você nunca falou assim. Sempre fizemos amor e vamos continuar fazendo.
_ Sexo, amor... Tanto faz... Estou indo trabalhar, nos vemos na empresa.
Clara sai de casa e no caminho Mendes liga. Os dois combinam um café, ela liga na empresa e pede para mudarem a reunião interna, com os diretores, por uma hora. Ela encontra Mendes e eles tomam um café, a conversa entre eles é divertida, apesar dele atuar numa área que o mantém sob pressão, ele é sempre leve e divertido. No final do café, ele faz uma insinuação para Clara que se faz de desentendida.
Ela segue para empresa, Vitor já está aguardando na sala de reuniões.
_ Onde você estava? Por que mudou a reunião? Corri como um louco para chegar aqui.
_ Mudei porque tinha outro compromisso.
_ Esqueci que você é a chefe, quem manda...
Ela fala sobre trabalho com ele, menciona a reunião que vai começar e a viagem do dia seguinte. Depois da reunião os dois vão almoçar com o representante de outro investidor. É Reinaldo, amigo de Clara. Durante o almoço ele e Vitor descobrem que moravam na mesma rua e estudaram na mesma escola na adolescência.
A noite, Clara vai para casa sozinha para arrumar as malas. Vitor, surpreendentemente, não insiste. Clara está tão cansada, mas no caminho,  Fedra liga perguntando se podem tomar um café, elas se encontram no café de uma livraria. Alguns minutos depois,  Vitor chega com Fúlvia. Quando ele vê Clara, fica nervoso e desconcertado. Ela olha para ele e sorri, balançando a cabeça negativamente.
Ele vai até a mesa com Fúlvia e apresenta. E vai logo dizendo que se  encontraram  na rua e vieram tomar um café. Clara não perde a oportunidade:
_ Vitor esqueceu que já fomos apresentadas? É a sua ex-funcionária Mércia, não, Fúlvia...
_ Ex-funcionária? Indaga Fúlvia.
_ É querida. Da outra vez, foi assim  que ele se referiu a você. Fiquem tranqüilos já estamos de saída, querem aproveitar a mesa?
Vitor segura Clara pelo braço e diz:
_ Detesto baixaria, mas você está pedindo.
_ Fúlvia divirta-se e aproveita para fazer suas encomendas, amanhã vamos para São Paulo. Posso ajudar o Vitor nas compras.
Ela sai.  Quando  chega ao caixa ele está atrás.
_ O que você quer?
_ Vou embora com você.
_ Você vai deixar sua amiga, sozinha? Que falta de cavalheirismo.
_ Juro que encontrei com ela por acaso, passei para tomar um café e só isso.
_  Sei.
Clara entra no carro e passa na casa de Fedra para deixá-la. Vitor vai seguindo o carro dela. Quando chegam em casa. Clara diz que está cansada, que  tomará um banho, fará um lanche, antes de preparar as malas.  Vitor diz que prepara o lanche para os dois. Clara vai para o quarto, se banha e sai de cabelos presos e com uma roupa confortável.
_ Adoro te ver assim. Com cabelos presos, essas roupas soltas, leves. Você é linda! O lanche está quase pronto, vou tomar um banho para te acompanhar, pode ser?
_ Pode. Clara abre seus e-mails, manda algumas mensagens. Vê uma mensagem do Ernesto, lê e sorri. Aproveita para ver o jornal, olha correspondência.  Dá uma olhada no lanche preparado por Vitor, que já tinha deixado a mesa posta. E deita no sofá para descansar. Vitor sai do banho retira os lanches e vai até o sofá, ajoelha-se ao lado de Clara.
_ Você precisa acreditar em mim. Não estou fazendo nada de errado. Não estou mentindo para você. Tenho medo de te perder. É o tal Zé Henrique, o Ernesto e sei lá mais quem. Me deixa provar que só quero você.
_ Vitor...
Ele a beija. Ela tenta se esquivar, mas depois se entrega aos beijos de Vitor.
Os dois fazem o lanche, depois assistem um filme e vão dormir. No dia seguinte, viajam juntos. A viagem é calma, o clima é de romance entre eles. Trabalham o dia todo, a noite saem para jantar. Vitor fica no hotel com Clara. No dia seguinte eles cumprem uma agenda agitada. Durante o dia, Vitor manda uma mensagem para Clara.
_ Hoje é nosso dia. Dia dos namorados. Minha namorada, linda, cheirosa e gostosa.
Ela sorri e dá continuidade a reunião.
Quando vão para o hotel, Vitor diz que reservou uma mesa, naquele restaurante que Clara adora. E que precisam passar no shopping antes, porque ele quer comprar um presente para ela. Ao chegarem no quarto, tem flores sobre a cama e um cartão.
_ Para o meu olhar de esmeralda, a morena mais linda, com amor para você meu anjo, minha luz...Feliz dia dos namorados.
Eles se beijam e se amam.. Clara coloca uma roupa sedutora que Vitor adora. Eles saem para jantar, antes passam no shopping e trocam presentes. Vitor compra perfumes e lingerie para Clara. Ela dá um perfume e um relógio para Vitor, que coleciona.
Os dois jantam e voltam para o hotel, a noite foi intensa. Clara gosta de fazer amor com Vitor, mas algumas coisas a incomoda. Ele sempre se dedicou em satisfazer os desejos de Clara e se superava muitas vezes. Mas, nos últimos dias, ela queria mais do que ele era capaz de lhe oferecer. Durante o banho, Vitor a surpreende com um convite.
_ Vamos fazer uma viagem?
_ Viagem? Estamos viajando... Responde ela sorrindo.
_ Estou falando de uma viagem só nós dois, uma viagem romântica, de 10 a 15 dias, o que me diz?
_ E como você vai fazer para viajar tanto tempo? Por falar nisso, “onde” você está hoje?
_ No litoral. Não vamos falar de coisas desagradáveis. Aceitar viajar comigo? Vamos considerar que é uma viagem de lua de mel.
_ Não sei, preciso pensar. Tem muitas coisas me incomodam, principalmente seu comportamento.
_ Meu amor, estou mudando por você. Vamos viajar, deixamos tudo e ficamos só nós dois. Na volta, vejo o que fazer...

Clara fica surpresa e abraça Vitor, eles se beijam...