domingo, 13 de abril de 2014

Um “doce” canalha - Parte IX – “Uma” canalha é pior que “um” canalha? – Carinhos, cumplicidade e manipulações

Clara é uma mulher carinhosa, que adora presentear e dar pequenos mimos. Ela está sempre disposta a fazer uma massagem, um relaxamento e um carinho. Vitor ressalta o quanto aqueles carinhos de Clara o deixam bem.
_ Adoro vir aqui e receber seus carinhos. Ultimamente só me sinto em paz quando estou com você. Quando recebo suas massagens, seus beijos fico relaxado, tranqüilo e me sinto disposto para enfrentar os problemas diários.
_ Que bom! Você precisa aprender a manter o equilíbrio.
_ Diante dos últimos acontecimentos está difícil e você sabe disso.
_ Sei. E para que possa mudar o futuro você precisa ver com calma o presente, avaliar as suas atitudes e as pessoas que estão próximas de você.
_ Você, minha gatona, é a única coisa boa na minha vida.
Os dois aproveitam a manhã para descansarem e conversarem sobre a semana que começa. É segunda-feira, eles devem viajar na terça-feira para uma reunião extremamente importante. Ela quer manter a calma, refletir sobre a melhor estratégia e conversar com ele para contornar a indisposição dele com  Saulo. Vitor está com a faca nos dentes, acredita que vai para o tudo ou nada. Diz que não suporta mais aquela situação de indefinição.
Clara tira o dia para descansar, relaxar e quer Vitor com ela. Ele passa a manhã com ela, vão para cozinha juntos e preparam o almoço. Vitor cozinha muito bem e Clara também. Eles fazem tudo juntos e se divertem durante o preparo, ouvindo música e trocando carícias.
Vitor a tira para dançar, dançam na cozinha enquanto as panelas estão em ebulição... Eles aproveitam intensamente cada momento. Arrumam a mesa, almoçam, saboreiam um bom vinho e depois vão assistir a um filme. Deitam-se no tapete no meio dos almofadões e se aninham um no outro. Horas depois entre carícias e beijos, os dois terminam o dia se amando intensamente. Uma segunda-feira com jeito de domingo para eles.
No inicio da noite, o telefone dele começa a tocar insistentemente. Clara pergunta se ele não vai atender. Ele diz que depois, que não é nada importante. Clara fica incomodada e insiste no motivo pelo qual ele não atende. Vitor se irrita, diz que Clara não tem que saber tudo de sua vida. Ela responde que se ele tem o que esconder é melhor não continuar ali. Os dois discutem e ele sai.
Meia hora mais tarde, Vitor liga dizendo que está com problema, que seu cartão foi bloqueado na farmácia e que  precisará de “ajuda” para viagem do dia seguinte. Clara questiona sobre o bloqueio e ele justifica. Ela diz que tudo bem. Combinam a hora da saída no dia seguinte e que  irão pernoitar em São Paulo. Clara prepara a mala.  Apesar do dia agradável e romântico, entre uma peça e outra que coloca na mala, ela se pergunta: Por que meu coração nunca está em paz? Por que sempre estou desconfiada?
Vitor manda muitas mensagens para Clara até de madrugada, ela tem a sensação que ele está tentando agradá-la ou sentindo-se culpado.
_ Você é maravilhosa, estou apaixonado por você. Cada dia acredito mais que tudo dará certo, porque você está ao meu lado. Te adoro. Beijos
_ Também te adoro. Tenho certeza que tudo dará certo. Beijos
No dia seguinte ele chega quase uma hora atrasado. Clara está muito irritada, por ter acordado de madrugada e ficar esperando. Ele diz que teve problemas em casa para sair. Clara cobra uma ligação para avisá-la e ele pede desculpas. Seguem viagem. As reuniões correm bem. A conversa com Saulo é boa, mas Vitor demonstra seu descontentamento com as insinuações de Saulo para Clara.
Clara pede que ele seja simpático com Saulo. Vitor é enfático e diz que não vai ser bonzinho com um homem que está assediando sua mulher. Clara diz a Vitor que não é sua mulher, e que ele não pode agir assim. Ele pergunta se ela está gostando do assédio de Saulo. Clara não responde e pede para que ele mantenha o foco nos negócios.
A segunda reunião deles será no fim da tarde. Eles saem para almoçar e Vitor avisa que Clara terá que pagar a conta. Ela escolhe o restaurante e vão almoçar. Vitor está muito desconfortável e seu telefone toca insistentemente. Ele atende e diz que já retorna e que está complicado falar. Clara pergunta quem era e ele diz que era da casa dele. Ela não acredita.
Eles vão para o hotel. Enquanto Clara toma banho percebe que Vitor aproveita para retornar a tal ligação de casa. Ela sente que Vitor está mentindo, mas como mentira não faz parte de sua vida, ela tem muita dificuldade em acreditar que aquilo é um jogo, que está sendo usada. Acredita que está valorizando demais um simples telefonema e decide não questionar.
A reunião com Ernesto é excelente para Clara que tem êxito em todas as suas solicitações. Vitor não entra com Clara para reunião, porque Ernesto pede que ela entre sozinha. Ele se irrita ainda mais, pede explicações  e diz que Ernesto é desprezível. Que ele jamais poderia fazer aquilo com ele...
Clara tenta acalmá-lo sem sucesso. Eles seguem para o Hotel e Vitor diz que vai para casa dos pais porque precisa ficar sozinho, está nervoso demais. Clara diz que ele é quem sabe. Só que primeiro ele vai levá-la para jantar. O jantar segue no maior silêncio e Vitor está impaciente. Clara fica no Hotel e ele vai embora. Ela tem certeza que Vitor usou aquela situação como desculpa e que ele irá encontrar outra pessoa.
Um amigo de Clara liga e ela sai pra tomar um drinque. Vitor manda mensagem tarde, Clara não diz que saiu do hotel. Ele fala que vai dormir porque está cansado. Ela responde que também vai dormir, na verdade Clara está numa conversa bem agradável com seu amigo. Mendes é um homem maduro e que exerce uma função que o obriga a manter seguranças. Os dois saem para um passeio. Vitor telefona e Clara não atende.
Clara volta para o Hotel e vai dormir. No dia seguinte, Vitor liga logo cedo e pergunta o que houve. Ela diz que dormiu e não ouviu o fone tocar. Clara não conta que saiu com Mendes. Eles tomam café juntos, vão encontrar um amigo de Clara e depois seguem viagem.
Clara pergunta como foi a noite dele. 
_ Cheguei irritado demais, tomei banho e deitei, acordei quando mandei a mensagem e liguei.
Ela não acredita, sabe que Vitor não dorme cedo.
_ Por que você não atendeu ao telefone? Você tem o sono leve e sempre acorda.
_ Estava no silencioso.
Mendes liga várias vezes durante a viagem e Clara não atende. Vitor pergunta por que ela não atende e a resposta dela é:
_ Não é nada importante, depois eu retorno.
Ele entende a mensagem de Clara.
Naquela noite, Vitor que diz que irá para casa porque está sendo cobrado. Combinam de tomar café da manhã juntos. Na manhã seguinte, Vitor está novamente atrasado. Ele sempre tem uma desculpa, Clara já está descontente com esse comportamento.
Vitor chega e quando começam a tomar o café, uma mulher se aproxima e o cumprimenta de forma entusiasmada, ela se apresenta para Clara, que a cumprimenta sem dar muita importância. Quando olha para Vitor ele está pálido, nervoso.
_ Você trouxe a minha encomenda?  Pergunta a intrusa.
_ Não tive tempo,  a viagem foi corrida.
Ela dá um sorriso e sai.
Clara pergunta: _ Quem é essa criatura que te cumprimenta tão intimamente? Você está pálido, ficou nervoso por quê?
_ Detesto barraco. Diz Vitor
_ Você conhece ela?
_ Não.
_ É uma funcionária da empresa em que eu trabalhava, a Mércia. É uma sem noção.
_ Uma sem noção que sabia que você estava viajando, entendi. Mércia, sei...
Eles continuam o café... Clara está cada dia mais atenta as manipulações de Vitor.
_ Esse café também vai ser por sua conta, minha gatona.
_ Tudo bem, o café eu pago. Diz Clara.
_ Vitor a cidade é pequena, não minta pra mim...
_ Eu nunca minto. Para com isso. Você sabe mais do que todo mundo de mim...
_ Eu não sei nada de você...