terça-feira, 8 de abril de 2014

Um "doce" canalha - Parte IV - "Uma" canalha é pior que "um" canalha? - Clara e Vitor

(Hoje o quarto capítulo... A novidade é que a cada dia teremos um novo capítulo, desse livro online. Aproveitem, hj estou apresentando Clara e Vitor, nossos personagens principais.)

Você deve estar se perguntando: quem é essa mulher e esse tal “doce” canalha?
Essa mulher é Clara, uma pessoa meiga, decidida, amorosa e que tem uma espiritualidade muito forte, um sexto sentido apurado. Mora sozinha em uma casa confortável, sempre atuou no meio de homens poderosos e está acostumada com esse universo masculino, motivo pelo qual nunca se envolveu  com ninguém do meio, para se manter distante e protegida.
Clara tem o sonho de encontrar alguém que possa ser seu, um amor verdadeiro,  meio ingênuo... Ela acredita no amor e está em busca de uma estória onde a paixão, o desejo, a compreensão e a parceria estejam presentes. Seus relacionamentos sempre foram longos, nunca se deixou envolver  por paixões repentinas. Focada no trabalho e na sua estabilidade financeira, Clara está sempre atenta as possibilidades que a vida lhe oferece. Quando conheceu Vitor estava em busca de uma nova oportunidade profissional e pessoal.
Clara sempre foi discreta. Mantinha sua vida e suas relações sempre circunspectas. Raramente era vista nos eventos noturnos, sempre preferiu  um bom livro ou um filme a uma noite badalada.
Vitor era novo na cidade, chegou aparentando ser uma pessoa de boa índole, bom coração e alguém que estava sempre disposto a ajudar o próximo. Vitor tinha um jeito tempestuoso, em algumas situações. Por outro lado, ele dizia ser um homem justo e que prezava pela ética e pela moral. Chegou demonstrando ter um alto padrão de vida, e pelo jeito gostava de demonstrar suas posses e seus bens. Com isso, manteve vários romances com mulheres que buscavam oportunidades de trabalho e que queriam aproveitar o status dele.
Ele gostava de esportes aquáticos e de pedalar, estava sempre nos restaurantes mais caros da cidade e mantinha uma vida social agitada, Fazia questão de aparecer, gostava de ser visto por todos e de fazer “amizades”.
Vitor não morava sozinho, e pouco respeitava a pessoa com quem dividia sua casa. Era ausente e não costumava participar do dia-a-dia da casa. Quando convinha ele mostrava para todos que tinha uma vida sólida e que mantinha uma relação estável. Isso quando era conveniente, o que raramente acontecia.

Quando Clara e Vitor se conheceram, não houve uma empatia. Ela o achou pedante, ele viu uma pessoa antipática e arrogante. Em muitas ocasiões apenas trocavam um cumprimento e nada mais. Depois que ele soube que ela tinha contatos e que circulava por um universo que muito o interessava, ele passou a cortejá-la. Inicialmente, era uma relação estritamente profissional com o passar dos dias e com a convivência as afinidades, os sonhos e as prioridades foram aproximando aquelas duas pessoas tão diferentes. Ela era emoção e ele pura razão.